sábado, 15 de julho de 2017

A REFORMA TRABALHISTA (Rasgando a CLT, um retorna a escravidão)

A Reforma Trabalhista foi aprovada, rasgando a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho e com isso a Classe Trabalhadora como sempre é quem sai perdendo todos os direitos conquistados com muitas lutas.

Nesta reforma foi aprovado muitos absurdos como, por exemplo:

·         Hoje a carga horária de trabalho é de 8h diárias, mas com a nova reforma trabalhista os trabalhadores e as trabalhadoras poderá trabalhar  até 12h diárias e o pior é não terá aumento em seu salário.
·         Outro absurdo é que ao completar um ano de trabalho o trabalhador a trabalhadora tem o direito de gozar um mês de férias, ou seja 30 dias. Com a nova lei isso muda o trabalhador terá um mês de férias só com uma condição, as férias pode ser parcelada em três vezes e este parcelamento quem determina é a empresa e não o funcionário, o patrão fará isso a seu desejo e necessidade.
·         As horas extras. Quem faz hora extra como forma de aumentar seu pequeno salário pode tirar o cavalinho da chuva. Ou seja os trabalhadores e as trabalhadoras fará as horas extras serão em forma de banco de horas, e mais uma vez é a empresa que determinará o dia de folga.
·         Em caso de demissão. Quando o trabalhador e a trabalhadora é demitido tem o direito a multa rescisória de 40% em cima  do FGTS e ao seguro desemprego, com a nova mudança essa multa cai pra 20%. Para sacar 80% do FGTS o trabalhador (a) terá que abrir mão do seguro desemprego. É um verdadeiro absurdo.

Companheiros e companheiras, estes são alguns prejuízos que nós trabalhadores e trabalhadoras terão com a nova reforma trabalhista, e tem muito mais prejuízos, para saber mais sobre isso é só ler o texto na integra no site do Senado Federal.

A Reforma Trabalhista é rasgar a CLT é o retorno a escravidão.

FORA TEMER, DIRETAS JÁ.


Rev. Daniel Barbosa (MEP – Movimento Evangélico Progressista)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

NOTA DE REPÚDIO À BANCADA EVANGÉLICA DO CONGRESSO:

Em meio à aprovação da nefasta reforma trabalhista, venho aqui deixar claro o meu repúdio aos deputados e senadores evangélicos que votaram a favor da mesma.

A Bíblia, que tenho por Palavra de Deus, ensina claramente que existem classes de pessoas que Deus ordena que sejam protegidas: pobres, órfãos, viúvas e estrangeiros. Ensina que por causa da escravidão de Seu povo no Egito, Deus levantou Moisés para libertá-los e os conduzir à Terra Prometida.


Ensina que Deus abomina a opressão dos pobres e age sempre em favor dos mesmos.



Mas ao apoiar a nefasta reforma trabalhista, os parlamentares evangélicos não somente ignoraram o que Deus ensina, como também fizeram exatamente o contrário, votando em uma mais pobres de serem escravizados pelos detentores do capital. proposta que retira os poucos direitos que ainda protegiam os trabalhadores


Com seus salários exorbitantes e todas as suas regalias, esquecem de pensar naqueles que precisam acordar de madrugada e pegar 2 ou 3 ônibus, para chegarem ao trabalho e se matarem por um salário mínimo. Aprovam uma proposta que não garante emprego com seguridade, conforme apontam estudos das mesmas instituições que tais legisladores utilizam como base para justificar tais reformas. Se aliam com os grandes rentistas e com os mais ricos e poderosos, que só pensam em ganhar cada vez mais, mesmo que Legislam para eles (uma minoria) e não para a maioria da população. E terminam para isso tenham que tirar ainda mais de quem ganha menos. Ao invés de protetores dos pobres e menos favorecidos se tornam bajuladores dos mais ricos. por se lambuzarem na lama de um sistema cada vez mais corrupto ao invés de corrompidos. lutarem pela transformação da sociedade. Se envolvem em escândalos e são


Votando nessa reforma

trabalhista ajudam a permitir que mulheres gestantes trabalhem em condições insalubres, que a jornada de trabalho aumente para 12 horas, que o intervalo para almoço seja diminuído. Votando nessa reforma legislam em prol dos mais ricos e não em prol dos mais pobres. Terminam por ignorar o que se encontra escrito na Palavra de Deus:


"Não roubes ao pobre, porque é pobre; nem oprimas ao aflito na porta; porque o Senhor defenderá a sua causa em juízo, e aos que os roubam lhes tirará a vida". (Provérbios 22.22-23)

"O que oprime ao pobre insulta ao seu Criador; mas honra-o aquele que se compadece do necessitado". (Provérbios 14. 31)


Fica aqui então o repúdio aos parlamentares evangélicos que votaram favoravelmente à essa reforma nefasta.


Prof. Luciano Vasconcelos Jr.
·         Historiador
·         Anglicano

·         Membro do MEP

quarta-feira, 28 de junho de 2017

O MEP PARTICIPA DA AUDIÊNCIA REFORMA TRABALHISTA.


Hoje, dia 28 de Junho de 2017, o SISMAL - Sindicato dos Servidores Municipais de Abreu e Lima, promoveu uma audiência pública com o relevante tema: A REFORMA TRABALHISTA. 

Tendo como palestrante a economista do DIEESE: Jackeline Natal.

Na oportunidade e a convite da direção do sindicato na pessoa do seu presidente Paulo Freitas, o Reverendo Wellington, tomou acento na mesa representando o MEP - Movimento Evangélico Progressista e a IAOB.- Igreja Anglicana Ortodoxa no Brasil                        

Em sua intervenção. O Reverendo Wellington ressaltou a importância da classe trabalhadora e todas as igrejas se posicionarem contra o desmonte de conquistas que garantem os direitos do futuro nosso e de nossos filhos, que não podemos, quanto servos de Deus na pessoa de seu filho Jesus, compactuarmos com as injustiças e opressão contra o povo, uma vez que nosso salvador pregou, viveu e morreu por nossa libertação. Não podemos nos colocarmos na condição de escravos se ele nos libertou ! Escravos, só de Cristo ! E por livre escolha !      

Não podemos nos colocarmos na condição de escravos se Ele (Jesus) já nos libertou ! Escravos, só de Cristo ! E por livre escolha !

FORA TEMER
DIRETA JÁ

Rev. Wellington   


               

sábado, 25 de março de 2017

MORADIA: UM DIREITO DE TODOS E DE TODAS.


O MEP sempre presente na luta do povo. 

Estivemos presente hoje dia 25/03/2017, na Assembléia na Ocupação CAROLINA DE JESUS. no bairro do Barro na cidade do Recife. Ocupação organizada pelo MTST, A ocupação estar com 1.500 famílias.

O MEP representado pelos reverendos DANIEL BARBOSA e WELLINGTON, ambos clérigos da IAOB - IGREJA ANGLICANA ORTODOXA NO BRASIL. Na ocasião nos colocamos a disposição dos companheiro e companheiras, para juntos lutar por moradia digna para todas as pessoas.






O MEP vem aqui pra nos unir nessa trincheira na luta do povo. " Se moradia é um direito, ocupar é um dever." Firmes na luta.

Também queremos parabenizar o MTST pela grande e justa homenagem a companheira CAROLINA MARIA DE JESUS. Mulher, pobre, e negra. Apesar do seu pouco estudo escreveu o Livro QUARTO DE DESPEJO: DIÁRIO DE UMA FAVELA. Na pratica este livro é um relato do seu cotidiano.




O PAPEL DA IGREJA HOJE.



Uma visão da Teologia Holística a Missão Integral da Igreja.

“Sabemos que até hoje a criação geme e padece como em dores de parto.” (Romanos 8:22)

Ser relevante é um grande desafio para nós hoje como Igreja. Para isso é preciso reafirmamos princípios e compromissos que visem as transformações sociais e estruturais de nossa sociedade, na defesa da ética, da justiça, e da democracia.

Conforme romanos 12:2 nos diz que a fé cristã é uma fé transformadora, uma fé que não se molda ao modelo esta sociedade, mas, tem o compromisso de transformá-la de acordo com a vontade de Deus é agradável, perfeita e boa. A fé cristã e sem duvida uma fé revolucionária.

O momento atual em que vivemos nos traz grandes desafios, os quais requer muito de nós. Sendo verdadeiramente “Sal e Luz” como dizia nosso saudoso bispo Robinson Cavalcanti. “A Igreja está cheia de sacas de sal e de caixas de lâmpadas.” A Igreja tem se transformado em deposito, e não em agencias de transformações históricas, é preciso resgatar esta dimensão da Igreja.

A atual conjuntura exige muito, exige-nos um evangelho atual e atuante, é preciso fazer uma releitura política da sociedade e interpretar as necessidades que aflige o povo brasileiro, elaborando propostas e projetos com perfil fortemente popular, em conjunto com os demais seguimentos da sociedade.

Portanto, somos crentes no Senhor Jesus Cristo compartilhando a difícil tarefa de levar a igreja a ter uma visão e prática política comprometidas com os interesses do povo. Somos todos e todas criados em Cristo, à imagem e semelhança de Deus, somos seres humanos iguais e essa igualdade deve ser manifesta no respeito aos direitos e às oportunidades para todos e todas. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.(Efésios 2:10)

Como crentes no Senhor Jesus Cristo devemos entender que todas as formas de opressão religiosa, política ou de expressão, são igualmente odiosa e contrária à fé cristã, contraria também ao propósito de Deus. “O ladrão só vem para roubar, matar e destruir; mas eu vim para que as ovelhas tenham vida, a vida completa.” (João 10:10)
Considerando que somos crentes no Senhor Jesus Cristo devemos nos engajar pela nossa vida e pelo nosso testemunho cristão, na luta para que a Declaração Universal dos Direitos Humanos seja verdadeiramente praticada. Em todos os âmbitos da sociedade. Nenhum direito a menos.

Criados e criadas a imagem de Deus é nossa responsabilidade o cuidado, pela preservação dos meios naturais, reconhecendo na degradação da natureza uma agressão à obra divina. E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.” (Gênesis 1:26)

Por fim, é nosso compromisso com cristão identificar no sofrimento dos injustiçados, nos gemidos dos maltratados e no clamor dos excluídos a Ordem divina e, que sejamos verdadeiros sinais de esperança entre aqueles que, com destemor e coragem, lutam por uma sociedade mais justa e igualitária. Como lemos em Tiago 2:17 Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta.”

Que Deus nos abençoe.

Rev. Daniel Barbosa



 


REFORMA DA PREVIDÊNCIA


Na noite do dia 23/03/2017 o MEP esteve com o senador Humberto Costa e o ex-ministro da Previdência Social Carlos Eduardo Gabas em um importante debate sobre os impactos do projeto de Reforma da Previdência defendido pelo governo do presidente golpista Michel Temer.

O encontro aconteceu na sede do SINDSEP, no Recife. FOTO: Ex-ministro Carlos Eduardo Gabas, Vereadora Marília Arraes - PT/PE (Neta do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes), Senador Humberto Costa e os Reverendos Wellington e Daniel Barbosa, responsáveis estadual do nosso- MEP (Movimento Evangélico Progressista.) e da IAOB - Igreja Anglicana Ortodoxa no Brasil.

FORA TEMER.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

MANIFESTO SOCIAL



Graça e Paz da parte D’aquele que era, e que há de vir, “por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e derreterão. Nós, porem, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça”.
No propósito de declarar nossa consciência de que a vida nos apresenta desafios para que sejamos dignos de ser chamado evangélico, o Movimento Evangélico Progressista – MEP Apresenta o seguinte pronunciamento social:

1.    RECONHECEMOS:
                      I.        DEUS é o principio e o fim de todas as coisas, Poe Ele e para Ele todas as coisas foram criada e subsiste.
                    II.        A vida dos homens e dos povos não tem sentindo se não for vivida segundo o propósito de Deus, no poder de sua Graça, sob o juízo constante de sua Palavra e no pleno reconhecimento de Sua soberania.
                   III.        Criado em Cristo, à imagem e semelhança de Deus, todos os seres humanos são fundamentalmente iguais e essa igualdade deve ser manifesta no respeito aos direitos e às oportunidades para todos.
                  IV.        Todas as formas de opressão religiosa, política, ou econômica, todas as formas de discriminação racial, todas restrições à liberdade de pensamento e de expressão, são igualmente odiosas e contrarias a fé cristã.
                   V.        Nenhuma ordem social é inteiramente cristã. Aproxima-se mais desse ideal aquela em que os direitos e deveres dos cidadãos forem mantidos em justo equilíbrio, em que for garantido a todos o pleno desenvolvimento de suas potencialidades para a realização do bem comum.

2.    NOSSA INSERÇÃO DECLARADA E ASSUMIDA.
Em voto, perene, na tradição cristã nos habilita à herança da promessa feia a Abraão, e nos atribui as responsabilidades correspondentes, de construir uma grande nação onde sejam benditas todas as famílias e todo ser humano tenha os meios e oportunidades de ser uma benção. Essas responsabilidades devem ser assumidas nas situações concretas em que vivemos.

Assim, é nosso dever:
                   I.        Denunciar, por atos e palavras, como e perigoso o sistema que consagra os valores econômicos como valor maior a ser buscado pelo ser humano e convalida todos os meios de alcançar a prosperidade, inclusive a divisão definitiva e irrevogável da sociedade entre poderosos e excluídos.
                  II.        Engajar-nos, a qualquer preço, pela nossa vida e testemunho, na luta para que a Declaração Universal dos Direitos Humanos seja praticada, reconhecida como providencia divina para que os seres homens vivam em união.
                 III.        Participar, ativa e intercessoriamente, da luta pela prevenção dos meios naturais, reconhecendo na degradação da natureza obra demoníaca.
                IV.        Reconhecer, no trabalho manual ou intelectual, a possibilidade humana de participação na obra criadora de Deus, que, como  tal, deve ter preservadas as oportunidades de seu exercício em condições de justiça e  dignidade.

3.    NOSSO COMPROMISSO:
Identificar no agudo sofrimento dos injustiçados, nos gemidos dos maltratados e no clamor dos excluídos a ordem divina e, inequivocamente, clara que sejamos sinais de esperança entre aqueles que, com destemor e coragem, lutam:
- Contra qualquer forma de desrespeito aos Direitos Humanos.
- Contra o sistema econômico que aprofunda, cada vez mais, o abismo que separa palácios e barracos, misérias degradantes e exibição acintosa de opulência, ao legitimar os meios de se obter lucros abundantes em detrimento de oportunidades de emprego;
- Contra discursos  que, por equivoco desonestidade, vem sistematicamente destruído todas as nações de patrimônio ao disseminar com diabólica insistência a ideia de que vale a pena destruir ecossistema inteiro, jazidas cujo valor para o futuro da nação é incalculável, tecnologias acumuladas durante décadas, para transformar tudo em dinheiro que costuma escoar-se pelos ralos da corrupção;
- A favor de uma reforma agrária tão ampla e tão completa quanto o exigem a vastidão de nosso país e as dimensões de nossa degradante miséria, para que a terra cumpra o propósito divino segundo o qual o homem deve tirar da terra o seu sustento;
- A favor da participação cada vez maior do cidadão, nesta condição, na gestão dos bens sociais a fim de que se destrua a absurda afirmação tácita de que alguns seres humanos foram feitos para mandar e a maioria para obedecer, e outros ainda para exclusão, vivendo alijados do processo, alimentando-se das migalhas que caem das mesas dos primeiros.

Obs.:
a)    A base teológica deste texto reproduz o manifesto social da Igreja Presbiteriana do Brasil, com redução feita pelo redator.
b)    O único objetivo deste texto é servir de rascunho para documento que deverá ser aprovado concomitantemente com o estatuto do MEP.
c)    Pretendi organizá-lo assim:
1.    Base teológica;
2.    Pressupostos  que legitimam nosso direito de identificação como evangélicos;
3.    Idem, idem, como progressistas.


ATENÇAO: Este é um dos textos históricos do MEP.